Um profeta a saltar-nos dentro da barriga. Por Tiago de Oliveira Cavaco.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Entre católicos

Na semana passada fui convidado a falar na Unidade Pastoral da Estrela (que aglomera três paróquias) sobre a Carta aos Filipenses com o Padre Miguel Almeida, jesuíta. Chovia e a palestra começava às 21.30h. Esperava, quando muito, uma dúzia de pessoas. O auditório estava cheio com gente sentada no chão. Seriam à volta de cento e muitas, duzentas.
Uma lição de humildade para mim, protestante vaidoso e com a mania que a Palavra é, sobretudo, nossa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Salmodiar por aí

Já tenho avisado nos outros sítios mas vale a pena reforçar: amanhã todos a S. Domingos de Benfica ouvir sobre o Salmo 23. Com Daniel Jonas e Jacinto Lucas Pires.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Câmbios

O Evangelho da Prosperidade há duas décadas arruinava as igrejas que não entrassem no barco, agora parece que se arruína a si próprio.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Uma aventura

Perdoem-me a imodéstia mas creio que parte da minha vocação é vislumbrar/acusar vocações naqueles que me são próximos. Tivemos este mês o Samuel Úria a pregar em S. Domingos de Benfica (foi o primeiro sermão da vida dele e já é notório a influência Vieirina: pregações que são textos literários, o bom e o belo à Platão, a Verdade em toda a sua delicada firmeza estética); teremos no próximo mês o Nuno Fonseca e no seguinte o Pedro Leal.
Quem disse que a Pregação da Palavra não poderia ser uma aventura?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sobre o Niebuhr que ando a ler

Uma das coisas mais gratificantes em "Moral Man and Immoral Society" de Reinhold Niebuhr é a sua coragem em entrar nos negócios do mundo, a maior parte das vezes incómodos, assumindo a identidade cristã. Acreditar que a governabilidade de um povo ganha com a coragem e o empenho daqueles que se assumem do lado de Jesus. Nesse sentido não esconde um pessimismo antropológico assinalável (um valor que parece na moda mas que no fundo é a mais antiga e ortodoxa crença cristã de que qualquer homem sem Deus encontra-se condenado) que equilibra com a consciência que a indiferença não é uma escolha.
Refrigério em tempos de fuga dos cristãos para ideais populares.